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Resgate de cetáceos junto à orla marítima,

extensivo a embarcações de médio e de grande porte

 

 

                                                                        

 

 

Encalhe de baleias bate recorde no litoral do Brasil

O ano de 2010 registrou um recorde de 96 encalhes de baleias no litoral brasileiro. Destes, segundo o Instituto Baleia Jubarte (IBJ), 66 ocorrências foram da espécie jubarte,. Esse número é cerca de 70% maior do que o registrado em 2007, ano em que ocorreram 41 encalhes da espécie, e era recorde até então. Em 2009 foram registrados 30 encalhes da espécie.

 

Alguns Relatos:

NITERÓI – RJ - (Dezembro/2005) 

“No Brasil, no final de 2005, na orla marítima do Estado do Rio de Janeiro, houve a tentativa de resgate de um Cetáceo com aproximadamente 20 toneladas de peso, que resultou inclusive em apoio pela indústria petrolífera, Petrobrás, que mobilizou 02 rebocadores e efetivo humano juntamente com a defesa civil, populares e bombeiros, totalizando em torno de 150 homens, e que em dois dias e meio, mesmo com o máximo empenho e seguidas incursões, não lucraram êxito frente ao desafio imposto “pela natureza”, vindo o animal a perecer agonizando junto à orla marítima na localidade de Niterói – RJ”.

 

RIO DE JANEIRO – RJ - (25/10/10) 

“Uma baleia jubarte, com cerca de 15 metros e 30 toneladas, está encalhada desde o início da tarde na Praia de Geribá, em Búzios, a cerca de dez metros da areia.

“Segundo o fotógrafo Sérgio Quissak, que está no local, à baleia está muito agitada. Duas traineiras de grande porte estão tentando puxar a baleia para alto mar, mas ainda não tiveram sucesso. Cerca de 300 pessoas acompanham a tentativa de resgate da jubarte”.

“No Brasil, e no mundo não existe equipamento adequado para puxar uma baleia deste porte. Além disso, ao que tudo indica, ela já chegou debilitada na praia. Está se fazendo o possível para salvar a baleia, mas é uma operação muito difícil - disse o prefeito Mirinho Braga.A visão do triste espetáculo da baleia encalhada costuma provocar em nós a ânsia de ajudá-la e, quem sabe, até salvá-la da morte. E não é difícil explicar as correntes humanas que se formam para ajudar esses cetáceos ou as aglomerações comovidas pela impotência diante do sofrimento do animal. Mas, diferente do que gostaríamos, esse é um evento da natureza sobre o qual o homem pouco pode interceder”.

“Dos esporádicos casos de encalhes de grandes cetáceos vivos acontecidos nos últimos 20 anos, muito poucos resultaram em desencalhe. Ainda assim, grande parte do êxito nesses poucos casos de sucesso deve-se quase que exclusivamente às condições da maré e da praia em que o animal encalhou. Ou seja, a interferência do homem não faz parte dos fatores que ditam a sorte da baleia encalhada”.

 

                                                                                

 

 

Então o que podemos e o que não devemos fazer com Cetáceos encalhados?     Depoimento de Marcelo Szpilman- Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ, é diretor do Instituto Ecológico Aqualung, Editor e Redator do Informativo do citado Instituto, diretor do Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA) e membro da Comissão Científica Nacional (COCIEN) da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS).

Pode-se empurrar ou puxar uma baleia encalhada?

“Como ainda não existem equipamentos adequados, as bem intencionadas manobras para empurrar ou puxar o animal resultarão em inócuas tentativas improvisadas de resgate, estresse ou mesmo danos à sua estrutura corporal. Quem freqüenta a praia sabe que um homem adulto de 80 kg sentado na areia na beira da água cria um buraco e afunda na medida em que as ondas batem. Nessas circunstâncias, empurrar ou puxar, na tentativa de "desencalhar" essa pessoa, não são as melhoras medidas, mas sim levantá-la. Com uma baleia pesando dezenas de toneladas e sem nenhuma intenção de ajudar, é impossível arrastar ou levantar”.

O que podemos fazer?

“A melhor ajuda que podemos dar a uma baleia encalhada é isolar a área para que os curiosos e bem intencionados não atrapalhem ou machuquem o animal. Com raras exceções, somente a sorte e a própria natureza podem interceder a favor da baleia nesse momento. Somente ela poderá tentar desencalhar-se sozinha. Se não conseguir desencalhar-se em até 24 horas, o enorme estresse e os danos provocados em sua estrutura física e em sua fisiologia, que não foram projetados para suportar tamanho peso e compressão fora d’água, passam a determinar seu fim. Quando o animal encalha na maré alta, seu desencalhe é praticamente impossível”.

 

Porque as baleias encalham?

“As causas naturais do encalhe de baleias podem ser as mais variadas, indo de doenças que provocam problemas no senso espacial a equívocos ou inexperiência no cerco de um cardume de sardinhas. Contudo, não podemos nos esquecer que o encalhe de baleias sempre foi e sempre será um evento incomum da natureza do qual os homens não participam”.

Porque houve aumento de encalhe de baleias?

“O aumento do número de baleias encalhadas, curiosamente, tem a ver com o aumento das populações de baleias no litoral brasileiro. Graças à proibição da pesca da baleia e ao excelente trabalho de proteção e preservação que vem sendo realizado há mais de 18 anos pelo Projeto Baleia Jubarte e pelo Projeto Baleia Franca, a quantidade de baleias que hoje nadam ao longo do nosso litoral em suas rotas migratórias aumentou bastante, o que também aumentam as chances de um encalhe”.

 

 

CONSIDERAÇÕES DA EMPRESA BAUER AMBIENTAL:

Não raras vezes nos deparamos com informações junto à mídia televisiva e imprensa do empenho e da angústia de grupamentos humanos da Defesa Civil, Bombeiros, populares em geral e de Organizações Governamentais e Não Governamentais, das tentativas, na grande maioria dos casos infrutíferas, de resgate e devolução para o meio aquático de Cetáceos que encalham junto à orla marítima.

Frustrante é de vermos estes animais agonizando pelas fraturas devido ao seu enorme peso. Que acabam levando, no decorrer do tempo, somado a fadiga muscular e respiratória, à insuficiência respiratória e asfixia, seguida de morte. Quando em menor tamanho e menor peso, estes Cetáceos e outros animais, não propensos à asfixia, evoluem para desidratação, fadiga muscular e inanição, vindo igualmente a perecerem se não devolvidos ao mar.

Não estamos aqui para julgar e explanar os motivos que as levaram a encalhar, julgando através de informações colhidas e de estudos realizados, que possam estar associados e/ou relacionados a algumas patologias adquiridas, bem como a eventos por influência externa ditados por sistemas criados pelo homem, tais como o emprego de eco para avaliação de profundidade na navegação, em sistemas empregados na prospecção e estudos de campos de produção de petróleo ou para localização de cardumes na pesca, possivelmente também possa resultar de poluições marítimas, ou em decorrência de traumas ocorridos resultantes de impactos com embarcações ou redes, que porventura possam desnortear e afetar o sistema locomotor destes animais.

Somado aos acima citados, existem situações pontuadas como eventual “suicídio coletivo”, mas também devemos considerar quando em evento isolado da ingestão de produtos inseridos ao mar pelo comportamento humano, tais como fragmentos de plástico e afins, que possam causar problemas de absorção intestinal pelos mesmos, comprometendo o grau de nutrição, ou até mesmo a ingestão de grandes volumes de água “marinha”, impregnadas por produtos contaminantes diversos.

Igualmente e já citado pela literatura, deve-se considerar sem dúvida, ao aumento do número destes cetáceos, como também fazer-se considerações sobre o aquecimento global, que afetando as correntes marítimas, desequilibra as fontes de alimentação destes, podendo interferir no poder diretivo dos mesmos.

Acompanhando incursões dos eventos enumerados anteriormente e mundo afora é que desenvolvemos metodologia que poderá ter grande presteza, baixo risco e custo, sendo de fácil aplicabilidade, grande resolutividade e alto índice de êxito e de sucesso no resgate destes Cetáceos, extensivo a outros tais como Leões Marinhos, Golfinhos e afins que apresentem situações de não êxito nos resgates empregados habitualmente.

Tal resolutividade deve-se a resposta em tempo muito menor e com chances muito mais efetivas de sucesso, sem traumas resultantes causados por redes e/ou cabos que visam arrastar e deslocar estes Cetáceos para águas mais profundas.

Em tempo, temos de relatar que quando defrontados com grandes Cetáceos, o uso de cabos com auxílio de rebocadores e redes, quando o animal encontra-se “encalhado”, não raras vezes desencadeiam lesões em seu corpo e fraturas, inclusive de coluna vertebral, devido à tentativa de deslocamento, não raras vezes deletérias e irreparáveis para a sobrevida do animal.

A metodologia desenvolvida pela Bauer Ambiental visa propiciar ao animal “encalhado”, nenhum tipo de Stress ou sequer de trauma físico.

Não impõe e não necessita de contato direto com o animal, uma vez que não existe atuação direta sobre o corpo do mesmo.

 

Com esta Metodologia, Procura-se:

  1. Uma técnica mais resolutiva, ágil e rápida;
  2. Ser bem menos onerosa;
  3. Ser mais segura e menos arriscada, para o efetivo humano envolvido, que será em bem menor número;
  4. Sais segura para o Cetáceo;
  5. Muito menos propensa a traumas e stress impostos ao animal;
  6. Mais ambientalmente correta;
  7. Considerar igualmente uma alternativa extensiva aplicável ao resgate de embarcações encalhadas, de médio e grande portes, que se torne inviáveis suas devoluções ao corpo d’água com os métodos conhecidos até então.

 

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Relação simplificada de alguns dos encalhes que ocorreram nos últimos anos no Mundo

 

Setembro de 2004 - Praia de King Island – Austrália

Cerca de cem baleias e golfinhos morreram encalhadas.

 

2005 – Niterói – Rio de Janeiro – Brasil

Uma baleia adulta encalhou ainda com vida e a população se mobilizou para salvar o animal. Porém, um animal como a baleia jubarte que pode pesar até 40 toneladas, não pôde suportar seu próprio peso fora da água por muito tempo.

 

 

 

Abril de 2005 – Tasmânia – Austrália

Cem baleias morreram em duas praias da Tasmânia, ao sul da Austrália, e apenas outras treze que estavam na mesma situação foram salvas pelo CALM.

 

2 de Junho de 2005– Austrália –

Grupo salva cem baleias encalhadas na Austrália.

Voluntários e especialistas do Departamento de Gestão de Terras e Conservação conseguiram movimentar as baleias uma a uma, em sua maioria falsas orcas de quatro metros de comprimento.

 

 

 

25 de Outubro de 2005 – Austrália

Cerca de 60 Baleias foram achadas mortas nas proximidades da Baía de Marion, na costa do Estado insular da Tasmânia.

Apenas 11 baleias-piloto sobreviveram.

 

 

 

26 de Outubro de 2005 -Camberra – Austrália

Mais 70 baleias-piloto morreram depois de encalharem numa praia remota do sul da Austrália, elevando a 130 o total de baleias mortas na região nos dois últimos dias. Voluntários e socorristas encontraram 70 baleias mortas e 16 ainda vivas. Oito foram devolvidas ao mar, mas oito não resistiram e morreram. Estes cetáceos chegam a medir 6 metros de comprimento. 

 

 

 

 

10 de Novembro de 2006 - Nova Zelândia

Cerca de 40 baleias morreram após se aproximarem muito da costa, mas moradores locais conseguiram salvar outras 40. Uma operação de resgate que envolveu a comunidade ajudou a desencalhar as baleias-piloto, segundo a Australian Broadcasting Corp.

A Nova Zelândia tem uma das taxas mais altas de encalhamento de baleias do mundo, com recordes históricos que mostram que mais de 5.000 baleias e golfinhos encalharam nos últimos 160 anos.


 

 

 

12 de Agosto de 2007 - praia dos Búzios na Ilha de Itaparica – RJBrasil

Quando chegamos ao local constatamos que era um filhote de baleia jubarte. O animal infelizmente já encontrava-se em estado avançado de decomposição e apresentava dois cortes profundos no pedúnculo caudal (região próximo da cauda) e o lobo caudal (metade da cauda) esquerdo dilacerado sugerindo uma colisão com a hélice de alguma embarcação.

15 de Janeiro de 2007 – Pará - Brasil

A baleia que havia encalhado em uma área de mangue no rio Muriá, em Curuça, no litoral do Pará, na semana passada, foi encontrada morta no domingo. Pescadores localizaram o corpo do animal na praia de Camará, em Marudá, município de Marapanim. Uma equipe do Ibama realizou a retirada do animal da praia. A operação foi dificultada pelo tamanho da baleia, que mede dez metros. Foram feitas cinco tentativas de resgate, até que os biólogos e os pescadores conseguiram levar o animal para o alto mar. A principal hipótese para a causa da morte é que ela não tenha resistido aos ferimentos.

17 de janeiro de 2008 – Espírito Santo - Brasil

Um filhote de baleia jubarte de aproximadamente 6 m foi encontrado ontem, por volta das 18h, encalhado em uma praia do município de Anchieta, no Espírito Santo. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, o animal acabou morrendo e foi enterrado nas proximidades da orla.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Anchieta, Hermann Damízio Doellinger Filho, as causas da morte são desconhecidas, mas provavelmente a baleia se perdeu do grupo e, encalhada, acabou morrendo por asfixia.

 

Outubro de 2008 - Praia do Forte do Imbuí, Niterói – RJ – Brasil 

A baleia Jubarte encalhada morreu após inúmeras tentativas de resgate dos bombeiros. A baleia não resistiu aos ferimentos e ao próprio peso e sofreu hemorragia interna.Aproximadamente 60 bombeiros e biólogos estiveram no mar tentando desencalhar a baleia. A sétima tentativa de resgate foi frustrada. A corda se soltou da rede que evolve o animal e acabou atingindo dois bombeiros. Um deles quebrou o braço. Na sexta tentativa, a baleia ficou completamente envolta, do focinho ao rabo, pela rede de 15m x 12m, cedida pela Petrobras. No entanto, quando o rebocador começou a puxá-la o cabo também arrebentou. O coronel Marcos, comandante das Unidades Especializadas do Corpo de Bombeiros, machucou a perna esquerda quando a corda arrebentou.

 

25 de Setembro de 2010 – Brasil

“Encalhe de baleias bate recorde no litoral do país”.

Já foram registrados 73 casos neste ano, 66 são da espécie jubarte.

 

27 de Outubro de 2010 – Buzios – RJ – Brasil

“Morre baleia encalhada nas areias de Búzios”.

Encalhada desde segunda-feira (25), a baleia jubarte de cerca de 12 metros e 25 toneladas morreu por volta de 0h30 desta quarta (27), informou o Instituto Baleia Jubarte, que vinha acompanhando a tentativa de salvamento do animal. Um rebocador cedido pela Petrobras chegou à praia na tarde desta terça-feira (26) e seria usado na operação de resgate. De acordo com informações dos bombeiros do município, a embarcação estava a 1,6 mil metros da praia e pronto para iniciar o desencalhe. O animal, que estava amarrado por cordas e posicionado de frente para o mar, seria puxado assim que a maré subisse durante a madrugada.

 

 

 

 

Janeiro de 2011 – Bahia – Brasil

“Bahia é o estado com maior número de encalhes de baleias”. Em 2010, foram registrados 96 encalhes no país - quase três vezes mais do que o registrado em 2009. A Bahia é o estado brasileiro com o maior número de encalhes. Foram 36 casos, seguido do Espírito Santo, com 30. O restante ficou distribuído no litoral dos seguintes estados: Rio de Janeiro (8), São Paulo (7), Sergipe (4), Rio Grande do Norte (2), Ceará (2), Alagoas (2), Paraná (1), Rio Grande do Sul (1) e Santa Catarina (3).

Até hoje, apenas três baleias jubarte com mais de 10 metros de comprimento foram devolvidas ao mar com vida no Brasil. Houve um caso em Saquarema (RJ) em 1991, outro em Florianópolis em 1998 e uma em Ubatuba no ano de 2000.

 

21 de Fevereiro de 2011 – Nova Zelândia

Turistas encontram 107 baleias-piloto encalhadas. “Compreendemos rapidamente que seriam necessárias 10 a 12 horas antes de podermos iniciar as tentativas de levá-las ao mar, mas com o sol e o calor muitas morreram antes", afirmou uma fonte do Ministério de Proteção ao Meio Ambiente.

Várias baleias já estavam mortas e 48 foram sacrificadas pela impossibilidade de levá-las de volta ao mar.

 

 

05 de Abril de 2011 – Angra dos Reis – Brasil

Uma baleia Jubarte morreu nesta terça-feira. Moradores da localidade acionaram pela manhã a Defesa Civil e o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) para tentar salvar o animal, que media aproximadamente cinco metros de comprimento e estava encalhado desde segunda-feira.

 

31 de Maio de 2011 – Cleveland – Inglaterra

Uma megaoperação de resgate foi montada na manhã desta terça-feira para salvar uma baleia gigantesca que foi encontrada encalhada na praia em Cleveland, na Inglaterra. Infelizmente a cachalote adulta com mais de 20 toneladas e 13 metros foi declarada morta pouco depois do ínicio da operação.De acordo com o corpo de bombeiros local, é possível resgatar baleias com até cinco toneladas, desencalhar animais do tamanho da cachalote é quase impossível. Autoridades discutem o que fazer com o corpo do animal.

 

                                                        

 

 

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